Alunos de História visitam MASP e Museu Afro Brasil › Unasp Engenheiro Coelho

Alunos de História visitam MASP e Museu Afro Brasil

Escrito por Equipe ABJ | Foto: Elder Hosokawa em 17 de abril de 2012

No dia 8 de abril, domingo de Páscoa, cerca de 43 alunos do curso de Licenciatura em História do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro Coelho, visitaram o Museu de Arte de São Paulo (MASP), na capital paulistana. O professor e arqueólogo Rodrigo Silva guiou os estudantes, junto aos professores Elder Hosokawa e Paulo Campos, que acompanharam a turma pela exposição temporária Roma – A Vida e os Imperadores.

A exposição é uma mostra inédita de peças arqueológicas no Brasil, que revela fatos e personagens da sociedade romana nos primeiros três séculos do império de Júlio César e Augusto até Sétimo Severo e seu filho, Caracala. A exibição conta com 370 obras originais. Entre elas estão esculturas, mosaicos, joias, cerâmicas, afrescos, adornos, vestimentas e objetos do cotidiano, oriundos de conceituados museus da Itália.

Pessoas que visitavam a exposição se juntaram aos alunos para acompanhar, por quase uma hora e meia, as explicações detalhadas e as observações de Silva, curador do único museu de Arqueologia Bíblica na América Latina, localizado no Unasp, campus Engenheiro Coelho.

Para Alexandre Barbosa, aluno do 1º ano de História, a oportunidade foi única. “Vi peças arqueológicas, algumas com alusão ao Mitraísmo, e isso me interessou, ainda mais por revelar o sincretismo religioso na adoração ao sol no domingo”, disse. 

O grupo também conheceu a exposição Architeture e o acervo permanente do MASP, guiado pelo coordenador do curso de História, professor Elder Hosokawa.  Os alunos ainda visitaram o Parque do Ibirapuera, onde prestigiaram duas exposições temporárias no Museu Afro Brasileiro, Mário de Andrade e os 90 anos da Semana de Arte Moderna eOs Sertões: da Caatinga, dos Santos, dos Beatos e dos Cabras da Peste.

Para Edilaine da Rosa, secretária do curso, o passeio foi enriquecedor. “A exposição revelou para mim, o dia a dia de uma elite rica e poderosa, omitindo a vida dos escravos e das pessoas comuns”, contou.

De acordo com Hosokawa, os estudantes puderam constatar que a visão que existe sobre os negros no Brasil é carregada de preconceito, estereótipos e um senso comum que gira em torno de aspectos negativos. O coordenador afirmou que o Museu Afro Brasil enriqueceu com seu acervo deslumbrante e vasto, na perspectiva da diversidade e riqueza cultural do continente africano. “Os estudantes concluíram que precisam reduzir o discurso negativo da falta, da ausência, do empobrecimento para a descoberta de perspectivas afirmativas, que deem uma dimensão mais ampla e abrangente da real contribuição dos afrodescendentes na História do Brasil e do mundo”, disse.



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