Agência de Jornalismo completa 12 anos

Escrito por Vanessa Moraes| Foto 1: Natanael Duarte; Foto 2: Juliana Trivellato  em 07 de maio de 2012

Salgadinhos, doces e refrigerante. Comida típica de festa. É desta forma que a Agência Brasileira de Jornalismo (ABJ) comemora seus 12 anos de existência. Mas a celebração vai além de uma confraternização de equipe, pois o longo trajeto percorrido neste tempo é marcado por prêmios conquistados, participações importantes em eventos e objetivos alcançados, como por exemplo, projetos de mídia impressa e parcerias com veículos regionais que estão em andamento. A ABJ é um laboratório de Jornalismo do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro Coelho.

Criada em 2000, a ABJ teve como primeiro diretor de Jornalismo o professor Ruben Holdorf, que atuou durante oito anos. Naquela época, o pró-reitor do campus (hoje equivalente ao diretor-geral) pediu que um projeto prático fosse criado com a finalidade de motivar os alunos da primeira turma do curso de Jornalismo. “Eu já alimentava essa ideia desde os tempos de faculdade. Sempre considerei um absurdo que cursos de jornalismo tivessem dois ou três anos seguidos de pura teoria, sem nenhuma prática”, inconforma-se Holdorf.

O professor aproveitou a oportunidade para criar, junto aos alunos, a Agência IAE de Notícias – na época, o Unasp chamava-se Instituto Adventista de Ensino (IAE) –, inaugurada oficialmente em 7 de maio. Em agosto do mesmo ano, a sigla IAE foi modificada para Unasp, o que fez a agência mudar o nome para Unaspress – atualmente, este nome é dado à Imprensa Universitária do campus. “Transitamos pela Abrajor e, desde 2005, ABJ”, explica.

 Oportunidade de estágio

 De acordo com Holdorf, a ABJ foi criada com o objetivo de proporcionar aos alunos oportunidades de praticarem o jornalismo enquanto estudantes, além de atender às exigências do mercado de trabalho. O laboratório não impediu que os alunos realizassem estágios em cidades próximas, como Campinas, Mogi Mirim, Limeira, Paulínia, Holambra, entre outras. Trabalharam em veículos como a rádio CBN, a MIX TV e jornais impressos, tais como O Regional, O Impacto e Folha. “O exercício prático do jornalismo propiciava ao aluno descobrir sua vocação e em quais áreas gostaria de atuar”, explica Holdorf.

Desde o início, a agência também procura habituar o aluno ao “trabalho em equipe e a conviver com uma hierarquia verticalizada”, segundo Holdorf.

Pela ABJ, o aluno adquire conhecimento do mercado de trabalho e recebe orientação de professores capacitados. Para o professor, “esse ambiente é o Ideal de erro e acerto”. No universo mercadológico da profissão, não há espaço para erros. É através do estágio que o aluno aprende e cresce.

“A ABJ é o melhor espaço para os alunos aprenderem o texto jornalístico, que é a base da formação do profissional. É um ótimo lugar para a formação cultural, para formar bagagem cultural”, ressalta o professor Tales Tomaz, atual editor-chefe.

Equipe e parcerias

 Mais de 20 estagiários faziam parte da equipe ABJ, há 12 anos. Foram estudantes que perceberam que o projeto deveria crescer e se empenharam para isto. “Se os alunos e colegas não tivessem se engajado, a ABJ não existiria mais. Talvez nem o curso de Jornalismo”, afirma Holdorf. O primeiro editor-chefe da agência foi o aluno Luiz Alexandre dos Reis. Outros pioneiros, inseridos no mercado de trabalho, alguns como assessores de imprensa, outros como redatores, entre outras funções, estão Lisandro Staut, Siloé de Almeida Jr., Fabiana Siqueira, Ágatha Lemos, Juliana Trivellato, Henrianne Barbosa.

Hoje, a agência é composta por 27 estagiários que atuam no site Canal da ImprensaABJ Notícias e no impresso Jornal da ABJ, este em parceria com o jornal O Regional, de Engenheiro Coelho.

Ao longo dos anos, o laboratório se modernizou e agregou novas ideias. No entanto, os propósitos do início continuam fiéis, de forma atualizada. “Atualmente, a agência mantém as suas características iniciais, as mesmas de sua fundação, ou seja, capacitar o aluno no desenvolvimento de rotinas práticas do jornalismo como forma de preparação para o mercado de trabalho”, diz o professor Luis Fernando, atual diretor de redação.

Além de parcerias com veículos de comunicação da região, um dos projetos para este ano é o jornal comunitário que será implementado em um bairro da cidade de Artur Nogueira. Busca aproximar o futuro jornalista de suas fontes e da própria sociedade. “O projeto tem como objetivo introduzir os alunos na prática de outra forma de jornalismo, aquele de serviço comunitário, que no final das contas vai ao encontro da ideia de jornalismo como instrumento de conscientização e mobilização social”, revela Fernando.

Curiosidade

Holdorf relata que em outubro de 2000 a aluna estagiária Juliana Trivellato ficou curiosa com a aparência dos aviões Tucano na Base Aérea de Pirassununga. Eram pintados nas cores vermelha, azul e branco. Juliana questionou um oficial e perguntou por que os aviões não tinham as cores da bandeira do Brasil. Algum tempo depois, o resultado da curiosidade:

“Fazenda Lagoa Bonita, SP – Após 48 anos com a cor predominante vermelha, oficiais da Esquadrilha da Fumaça projetam o novo visual dos aviões T27 – ‘Tucano’. Pretendendo prestigiar a bandeira nacional, seus idealizadores aguardam aprovação do Alto-Comando da Academia da Força Aérea”.

“Ela fotografou o protótipo já nas cores, um furo da agência, apresentado pela mídia dois anos depois. Isso estimulou outros alunos à investigação, a pautar matérias frias, a ficar atentos aos fatos”, conta o professor.

Prêmios

A agência já conquistou dez prêmios. O principal deles foi o de ser reconhecida como a Melhor Agência Júnior na Expocom Nacional em 2010. Para saber mais, acesse o link http://www.unasp-ec.edu.br/conheca/abj/ e confira a lista de todos os prêmios que a ABJ já recebeu.


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